Europa

Paris é uma cidade pra mil visitas. Mas que tal se aventurar por Provance no sul da França.

Marselha foi fundada em c. 546 a.C. por colonos gregos oriundos da cidade de Focéia (atual Foça, na Turquia), que fugiam de uma invasão persa. Com o nome de Massália, o assentamento tornou-se um dos principais portos comerciais do mundo antigo. Os foceenses também estabeleceram colônias em Nice, Arles, Cannes e no sul de Nîmes.

Posteriormente a região veio a ser ocupada pelos lígures e pelos celtas. A partir do século II a.C., foi conquistada pelos antigos romanos e passou a ser uma província do Império Romano. Este fato é a origem do nome, do latim PROVINCIA (“província”), pois a Provença foi uma das primeiras áreas conquistadas pelos romanos fora da Itália. O cristianismo chegou cedo à Provença e, na altura do século III, a região já era consideravelmente cristã, com diversos mosteiros e igrejas em construção.

A Provença sofreu com a queda do Império Romano do Ocidente, devido às seguidas invasões: dos visigodos no século V, dos francos no século VI e dos árabes no século VIII, bem como incursões de piratas bérberes. Passou em seguida às mãos dos condes de Toulouse, como feudo dos condes de Barcelona (os futuros reis de Aragão). Durante a Idade Média, a região se encontrou ligada por laços dinásticos à península Ibérica (Portugal).

O Palácio dos Papas (em francês Palais des Papes) em Avignon, França, é uma das maiores e mais importantes construções góticas da Idade Média na Europa. Ao mesmo tempo fortaleza e palácio, a residência pontifícia foi, durante o século XIV, a sede da cristandade do Ocidente. Avignon tornou-se na residência dos Papas em 1309, quando o Papa Clemente V, não querendo voltar a Roma depois do caos da sua eleição, mudou a Corte Papal para Avignon. No palácio de Avignon realizaram-se seis conclaves, dos quais resultaram as eleições dos papas Bento XII, em 1335; Clemente VI, em 1342; Inocêncio VI, em 1352; Urbano V, em 1362; Gregório XI, em 1370; e do anti-papa Bento XIII, em 1394.

O palácio também foi o lugar que, pela sua amplitude, permitiu “uma transformação geral do modo de vida e organização da Igreja”. Facilitou a centralização de serviços e a adaptação do seu funcionamento às necessidades pontifícias, permitindo criar uma verdadeira administração. Os efetivos da Cúria, de 200, no final do século XIII, passaram a 300 no início do século XIV, para chegar a 500 pessoas em 1316. A esses, juntavam-se mais de um milhar de funcionários laicos que podiam trabalhar no interior do palácio.

No entanto, aquilo que, pela sua estrutura e funcionamento, havia permitido à Igreja adaptar-se “para que ela pudesse continuar a cumprir eficazmente a sua missão tornou-se obsoleto quando os pontífices de Avignon julgaram necessário regressar a Roma. A esperança numa reconciliação entre os cristianismos latino e ortodoxo, juntamente com a consumação da pacificação dos Estados Pontifícios na Península Itálica, forneceram as bases reais para esse regresso.

A estes fatos, juntou-se a convicção de Urbano V e Gregório XI de que a sede do papado não podia estar senão no lugar onde se encontra a sepultura de Pedro, o primeiro pontífice. Apesar das dificuldades materiais, da oposição da Corte de França e das fortes reticências do Colégio dos Cardeais, ambos se dotaram de meios para regressar a Roma; o primeiro deixou Avignon no dia 30 de Abril de 1362 e o segundo no dia 13 de Setembro de 1376, sendo desta vez a instalação definitiva.

A partir de 1995, o Palácio dos Papas, juntamente com o Centro Histórico de Avignon, passou a estar classificado na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO, com os critérios culturais.

A região da Provence é conhecida pela riqueza e pela qualidade de seus produtos. Grande produtora de azeites e de uma enorme variedade de ervas aromáticas. É também conhecida como a Cuisine du Soleil (cozinha do sol), pois se baseia nos produtos típicos da estação. Uma culinária colorida, repleta de sabores, cores e texturas!

Porque conhecer a Provence

  • Se você gosta de arte, essa região inspirou obras-primas de artistas como Van Gogh (em Arles) e Paul Cézanne (em Aix-en-Provence). A região é famosa por suas paisagens e pela luz, que deixa tudo ainda mais bonito.
  • Para quem quer fugir de cidades grandes, o encanto aqui é justamente visitar cidades pequenas, de ruas estreitas, muitas vezes medievais, e circular por estradas em que a vontade é fazer uma parada a cada curva.
  • No verão, a região fica ainda mais fotogênica graças aos campos de lavanda e de girassóis. Infelizmente não pegamos o auge da época, mas já deu para ter uma ideia de como as paisagens são encantadoras.
  • Por conta dessas paisagens bucólicas, engana-se quem pensa que a região também não possui grandes e imponentes pontos turísticos. O Anfiteatro de Arles, o Palácio dos Papas, a Pont du Gard e o Gorges du Verdon são lugares impressionantes.
  • A Côte d’Azur também faz parte da Provence e reúne alguns dos balneários mais lindos e cobiçados do mundo, como St.-Tropez, Nice e Cannes. Mesmo estando em destinos de praia, as cores e características de outros lugares da Provence aqui também se fazem presentes.
4DiasProvence2
Fonte: Google

   Como chegar

  • Apesar da distância ser longa, o tempo de viagem é curto em virtude de ser um trem de alta velocidade, o TGV. Os trens TGV saem da Gare de Lyon em Paris e seguem rumo a Aix-en-Provence ou Avignon.O meio mais fácil de circular pela França (e aliás pela Europa), é de trem. Portanto, chegar na região de trem é o meio mais fácil. Um trem de Paris até Aix-en-Provence pode custar cerca de 50 euros e a viagem dura 3 horas.
  • Para conseguir os melhores preços, no entanto, reserve com antecedência. Ao contrário de outros trens.
  • Caso o valor da passagem de trem esteja caro, talvez valha a pena considerar o fazer o trecho de Paris até a Provence de avião.  Poderá pagar cerca de 75 euros o voo de Paris até Marselha, pela Air France. Existem partidas de meia em meia hora e o voo dura 1h15. Marselha também é servida por voos low cost da Rynair.
  • Finalmente, também é possível fazer a viagem de carro. De Paris, a viagem dura cerca de 6h30 e passa pela cidade de Lyon.

Quando ir

  • Para quem deseja ver as lavandas no auge da floração, elas começam a florecer em meados de junho, mas o auge mesmo é no mês de julho.
  •  O verão com a desvantagem que fica tudo mais quente, mas para quem quer ir para a praia (não somente na Côte d’Azur, mas Marselha e Cassis reservam as belas calanques), é nessa época que a água do mar fica um pouco mais quente.
  • Junho até agosto são os meses em que menos chove, e outubro é o mês mais chuvoso, os meses mais frios vão de dezembro a fevereiro.

Principais Pontos Turísticos

  * Arles, Avignon e Pont du Gard

Provence-Arles-11-740x431
Fonte: viagenscinematograficas

 * Marselha, Cassis e Calanques

Calanques-Cassis-58-1
Fonte: viagenscinematograficas

* Lubéron e Baux de Provence

*  Valensole e Gorges du Verdon

Provence-Gorges-du-Verdon-740x431
Fonte:Google

*  Nice, Éze e Saint-Jean-Cap-Ferrat

* Mônaco e Cannes

monaco
Fonte: Google

* Saint-Paul de Vence, Grasse e St. Tropez

Gastronomia

A culinária provençal é um capítulo à parte na cozinha francesa. No lugar da manteiga, entram os azeites de pequenos produtores locais. O sabor único das receitas vem principalmente da mistura de algumas carnes, sobretudo peixes, e de legumes frescos da estação com as ervas aromáticas. As ervas mais usadas são o tomilho, alecrim, louro, sálvia, lavanda e estragão. O alho também tem espaço entre os principais ingredientes.

gastronomia_provencal_aioli
Fonte: vidaboaviagens

Do litoral vem os pescados e no inverno, as famosas trufas ganham espaço.

Uma região com ótimo clima e que produz excelentes vinhos. Os rosés da Provence são célebres, mas também podemos encontrar excelentes vinhos brancos e tintos.

Em qualquer uma das cidades da região encontramos restaurantes onde se pode provar essas delícias.

gastronomia_provencal_destaque
Fonte: gastronomiaprovence

Pequeno dicionário de comidas provençais:

Herbes de provence – quase sempre confundidas com fines herbes (ervas finas). A mistura clássica das ervas de provence combina erva-doce, alecrim, sálvia e tomilho secos. Já as ervas finas, salsinha, cerefólio, cebolinha francesa e estragão sempre frescas.

Daube – “adoubar”, que significa preparar, organizar. Cozido de carne marinado no vinho, servido com batatas ou macarrão.

Bouillabaisse – caldeirada de peixes típicos, legumes e ervas aromáticas, muito consumida no litoral.

Soupe au pistou – sopa de legumes onde, na hora de servir, é colocado o molho pistou em cima.

gastronomia_provencal_bouillabaisse
Fonte: gastronomiaprovence

Pistou – derivado de “pista” que significa moer, triturar, esmagar. Molho feito no pilão e que leva azeite, alho e manjericão

Aïoli – molho tipo maionese, feito com gema de ovo, alho, azeite e limão. Também leva o nome o prato composto de peixe e legumes cozidos no vapor acompanhados do molho.

Calissons – docinhos típicos feitos com massa fina de amêndoas, melão confit, toque de água de flor de laranjeira e glacê.

gastronomia_provencal_daube_polenta
Fonte: gastronomiaprovence

Anchöiade – conserva feita com anchovas, alho, azeite e limão.

Ratatouille – cozido à base de abobrinha, beringela, alho, cebola, pimentão e ervas.

Pão fougasse – pão com azeitonas pretas, anchova e cebola.

Tarte au citron – torta de limão. Na Provence o limão é a fruta que transmite energia do sol. Nesta torta são usadas as raspas na massa de farinha e manteiga e suco e raspas no creme de confeiteiro.

gastronomia_provencal_fougasse
Fonte: gastronomiaprovence

Farcis – recheados feitos com legumes (abobrinha, tomate, pimentão, berinjela) normalmente no formato tubular enchidos com um recheio da mistura de carne e pão e assados no forno.

Vinhos

Os vinhos de Provença são sempre símbolos de boas-vindas e alegria de reencontro entre amigos, tendo como única regra, a liberdade, o frescor e a fantasia!

gastronomia_provencal_vinho_rose
Fonte: vidaboaviagens

Degustação improvisada, aperitivo ou refeições entre amigos, cozinha tradicional ou exótica, as cores dos vinhos de Provence se acordam aos humores.

A Provença é o primeiro vinhedo produtor de vinhos rosés de qualidade no mundo. Estes vinhos frescos e frutados encarnam em si todas as novas tendências de consumo: prazeres simples, espontâneos, sem cerimonial e conviviais! Os seus segredos: um gosto seco e frutado, uma coloração límpida e ensolarada.

A Provença vinícola conta com mais de uma dúzia de cépages (variedade de uva), e diversas AOC, sendo as principais :

Coteaux d’Aix-en-Provence: Sobre as terras de Cézanne, este terroir de solos argilo – calcários, sol e mistral (vento frio regional), produz tintos de caráter, amplos, carnudos e de aroma potente…. Brancos aromáticos finos e elegantes… Quanto aos rosés, vivos, frutados, é com leveza e flexibilidade que se casam maravilhosamente à cozinha do verão ou apreciam-se ao aperitivo.

Coteaux Varois : Reflexo perfeito do interior da Provence, este vinhedo é protegido pelas montanhas que o cercam, aproveitando-se assim de um micro-clima de tipo continental, ele é alimentado por um terreno argilo-calcário. O vinhedo conta com uma grande variedade de uvas, sutilmente associadas, que dão nascimento a cuvées típicas.

Côtes de Provence : Extraindo sua força em solos pouco úmidos, estes vinhos enriquecem-se do mistral e da luminosidade tão típica da Provence. Os cincos terroirs que compõem este AOC dão tintos amplos, estruturados e generosos, brancos aromáticos de grande classe, e distinguem-se principalmente na arte do rosé. Autêntica tradição, a elaboração de rosé Côtes de Provence pede um “know how” específico e produz vinhos secos, frutados e elegantes, cuja coloração luminosa não se assemelha a nenhuma outra.

Côtes de Provence Sainte-Victoire : Ao leste da cidade de Aix-en-Provence, este terroir produz tintos potentes e sedosos, rosés finos e elegantes e brancos vivos e aromáticos.

 

COMPRAS

rua_aix_shutterstock
Fonte:timeout

Em toda Provence, Aix é a cidade que tem mais lojas sofisticadas. Mas os compradores de fim de semana não podem se esquecer de que a maioria delas fecha aos domingos.

O líder dessa turma da moda é, sem dúvida, a Gago (18, 20, 21 Rue Fabrot, 04 42 27 60 19), com moderníssimas roupas e acessórios masculinos e femininos, incluindo grifes como Prada, Helmut Lang, YSL e Gucci. Mas na mesma rua você também encontra a Yohji Yamamoto (Nº 3, 04 42 27 79 15) e a Max Mara (Nº 12, 04 42 26 80 85, fecha segunda de manhã).

Há inúmeros antiquários e lojas de design de interiores na Place des Trois Ormeaux e na Rue Jaubert, ao lado.

La Maison Montigny (5 Rue Lucas de Montigny, 04 42 27 74 56) tem dois andares de equipamentos de cozinha high-tech, além de móveis de restaurados, roupa de cama de bom gosto e peças de aço inoxidável polido.

A Scènes de Vie (3 Rue Jaubert, 3 Rue Granet, 04 42 21 13 90) guarda sofisticadas peças de cerâmica provençal. Para detalhes sobre feiras de antiguidades ligue para 04 42 52 97 10.

 

 

 

 

Fonte: https://viagenscinematograficas.com.br/2016/04/provence-dicas-viagem-roteiro-franca.html

Provence – História

Provence: Dicas de Viagem e Roteiro no Sul da França

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *