Brasil

A maravilhosa Chapada Diamantina

Nem só de praia é formada a paisagem da Bahia. No coração do estado está um dos mais belos cenários do país, salpicado de cachoeiras, grutas, cânions e vales. Cobiçado pelos amantes do trekking, o Parque Nacional da Chapada Diamantina tem atrações que extrapolam seus limites e se espalham por cidadezinhas que tiveram seu apogeu no final do século 19, quando a região era famosa somente pelas jazidas de diamantes. 

Uma das principais cidades da Chapada é Lençóis, com suas ruas de paralelepípedos e casario colonial que abriga pousadas, restaurantes e agências que oferecem atividades pelo parque e arredores. São muitas as opções de passeios – feitos sempre caminhando. 

Imperdíveis são os que levam aos cartões-postais: Morro do Pai Inácio, com 1.200 metros de altitude, vista panorâmica e ponto de contemplação de um belíssimo pôr do sol; e cachoeira da Fumaça, a segunda maior do país, com 340 metros de queda.

Como as atrações ficam distantes umas das outras, vale a pena pernoitar em outras cidades e povoados, como Mucugê, Andaraí e Vale do Capão, que oferecem charmosas pousadinhas, mesa farta e típica e muita hospitalidade, além de guardarem e contarem histórias do Ciclo dos Diamantes.

As casas dos nativos também se tornam abrigos na Chapada – são nelas que os aventureiros que encaram os cinco dias de caminhada pelo Vale do Pati fazem pernoites, com direito a comida caseira, luz de lampião e muita prosa. A travessia tem 70 quilômetros e surpreende os trekkers do início ao fim. Por todo o percurso surgem recompensas naturais, como platôs, quedas d’água, rios, vales, poços, grutas… não é à toa que a travessia é considerada a mais bonita do Brasil.

A natureza, em quase todas as suas formas, faz-se presente na Chapada Diamantina, uma área de 70 mil quilômetros quadrados. Grande parte das belezas está guardada e preservada no Parque Nacional, que abriga uma imensa área tomada por cânions, cachoeiras, platôs e  grutas num cenário que varia entre Mata Atlântica, cerrado e caatinga. Ali brotam bromélias e orquídeas, assim como cactos. Gigantescos também são os cartões-postais da região: o Morro do Pai Inácio, a mais de mil metros de altitude; e a cachoeira da Fumaça uma das mais altas do Brasil, com 340 metros de queda.

Com uma área de 1.500 quilômetros quadrados, o Parque Nacional abrange algumas cidades da região, como Lençóis – a “capital” da Chapada e principal base para explorar os atrativos da reserva -, Palmeiras/Vale do Capão, (86 quilômetros de Lençóis), Andaraí (100 km) e Mucugê (134 km). Cada uma guarda uma infinidade de surpresas como cachoeiras.

Parque Chapada Diamantina
Fonte:JoãoRamos

APRECIAR A CACHOEIRA DA FUMAÇA

A segunda maior cachoeira do Brasil, com 340 metros, é uma das principais atrações da Chapada. A maneira “mais fácil” de vislumbrar a água que jorra de um buraco no paredão é de cima, arrastando-se até a beira do precipício.

Cachoeira da Fumaça
Fonte:PauloDoretto
ENCARAR UM TREKKING

Caminhar – e muito – é preciso para conhecer as diversas facetas da Chapada. Mas cada trilha percorrida vale a pena, levando-se em conta os belos cenários emoldurados por cânions, cachoeiras, serras e grutas. A mais clássica das travessias é a do Vale do Pati, que dura cinco dias.

Cachoeira do Buracão
Fonte:GracieCroce

VER O PÔR DO SOL NO MORRO DO PAI INÁCIO

A 1.120 metros de altitude, o morro do Pai Inácio descortina a mais bela vista panorâmica da Chapada. São 360 graus de paisagem de tirar o fôlego, ainda mais ao pôr do sol. Uma subida íngreme de 300 metros leva ao topo do cartão-postal, que fica em Palmeiras, a 21 km de Lençóis.

Ver o pôr do sol no morro do Pai Inácio
Fonte:JoãoRamos

DESBRAVAR A GRUTA TORRINHA

A mais interessante gruta da Chapada é tomada por ornamentações, como as agulhas de gipsita, com 60 centímetros de comprimento; e as raras flores de aragonita, que parecem de vidro. As visitas guiadas duram entre uma hora e duas horas e meia e, em alguns trechos, é preciso andar agachado. A gruta fica em Iraquara.

Desbravar a gruta Torrinha
Fonte:JotaFreitas

FLUTUAR NO POÇO AZUL

Uma caverna inundada por águas cristalinas e azuladas só poderia ganhar o nome de Poço Azul. A profundidade chega a 16 metros e é permitido fazer flutuação em alguns trechos. Vá no início da tarde, quando a incidência do sol deixa as águas ainda mais azuis.

Mergulhar no Poço Azul
Fonte:Guto

VISLUMBRAR O POÇO ENCANTADO

O poço fica escondido no fundo de uma caverna e é acessível com o auxílio de cordas improvisadas. As águas cristalinas e azuladas formam um espelho com 110 metros de comprimento e 70 metros de largura. Não é permitido nadar no poço, que fica em Itaetê.

Vislumbrar o Poço Encantado
Fonte:GabrielCarvalho

AVENTURAR-SE NA CACHOEIRA DO BURACÃO

A caminhada de uma hora leva a um gigantesco cânion que desemboca no Buracão. Nesse ponto, há duas opções: nadar ou caminhar agarrado às pedras. Quem enfrenta os desafios é recompensando: nadar próxima à queda, de 85m, e até entrar atrás da cortina de água, dependendo do volume.

Cachoeira do Buracão
Fonte:Guto

TRAVESSIA VALE DO PATI

Considerado um dos trekkings mais bonito do país, a travessia que liga o Vale do Capão à Andaraí soma 70 km, vencidos em cerca de cinco dias de caminhada. Com altitudes que chegam a 1.400 metros, revela paisagens panorâmicas contornadas por grandes platôs, muitos morros, vales escarpados, cerrado, resquícios da Mata Atlântica, riozinhos.

Trekking no Vale do Pati
Fonte:Erika

VISITAR O GARIMPO DO CORI

Um garimpo cenográfico montado no quintal da casa de seu Cori, um antigo garimpeiro, mostra aos turistas como era feita a busca pelos diamantes que abundavam na região. Com peneiras em punho, Cori faz demonstrações do ofício que exerceu dos 12 aos 78 anos.

Visitar o Garimpo do Cori
Fonte:UrbinoBritodosSantos

CONHECER OS SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS

A prova de que a região foi habitada há alguns milhares de anos está nas dezenas de sítios arqueológicos encontrados pela região. De norte a sul na Chapada, é possível encontrar traços de desenhos rupestres que encantam estudiosos, admiradores e leigos.  Serra das Paridas – Lençóis O Complexo Arqueológico Serra das Paridas é destaque.

Visitar os sítios arqueológicos
Fonte:Guto

VOLTA AO PARQUE

A sugestão de roteiro procura apresentar os principais cartões-postais da Chapada em uma semana, passando por diferentes cidades e distritos. O roteiro sugere uma maneira prática e rápida de conhecer diversos atrativos como grutas, cachoeiras, rios e poços, em meio a paisagens de tirar o fôlego.

Cachoeira dos Mosquitos
Fonte:Guto

 

A região pode ser visitada em qualquer época do ano. A época de seca vai de abril a outubro; e a de chuvas (não tão intensa), de novembro e março. Para fazer a Trilha do Pati a melhor época é no meio do ano. 

As chuvas de verão (novembro a janeiro) podem enlamear as trilhas, mas deixam as cachoeiras mais caudalosas. Entre março e maio, passadas as chuvas de verão, a Chapada está mais verde; e entre maio e setembro, dificilmente chove. 

Para ver os poços ainda mais lindos por conta dos raios solares, programe-se:

Poço Azul (Andaraí): Melhor época: de 08/02 a 20/10 / Melhor horário: de 12h30 às 14h

Poço Encantado (Itaetê): Melhor época: de 01/04 a 10/09 / Melhor horário: das 10h às 13h30

A Chapada Diamantina também recebe dois grandes festivais de música: o Festival de Jazz do Capão, em setembro, e o Festival de Lençóis, em outubro. Já em junho, é festa junina por todos os cantos! 

FESTIVAL DE LENÇÓIS

Música e cultura agitam a cidade histórica durante quatro dias no mês de agosto. O evento acontece há mais de dez anos e tem como ponto alto os shows gratuitos de artistas consagrados da MPB.

Festival de Lençóis
Fonte:JoãoRamos

COMO CHEGAR À CHAPADA DIAMANTINA

De avião

   A Azul Linhas Aéreas (0800-884-4040 / http://www.voeazul.com.br/) opera as linhas Salvador x Lençóis x Salvador e Salvador x Belo Horizonte x Salvador todas as quintas e domingos. Já a linha São Paulo x Lençóis x São Paulo opera uma vez por semana. 

   O aeroporto de Lençóis fica a 20 km do centro (outras distâncias – Vale do Capão: 75 km / Andaraí: 85 km / Igatu: 100 km / Mucugê: 125 km)

   O aeroporto de Salvador fica a 420 km. 

 

De carro

   Vindo de Salvador, acesso pela BR-324 (até entrocamento com a BR-116, antes de Feira de Santana), BR-116 Sul, BA-052 (Ipirá), BA-488 (Itaberaba) e BR-242  

 

De ônibus

   A empresa Real Expresso (http://www.realexpresso.com.br) liga Salvador a  Lençóis, Palmeiras e Vale do Capão. Já a Águia Branca (http://www.aguiabranca.com.br) liga a capital à Andaraí, Igatu, Ibicoara e Mucugê.

Gastronomia

A variada de restaurantes é grande na Chapada, com estabelecimentos espalhados por Lençóis, Mucugê, Andaraí e Palmeiras (Vale do Capão). 
Uma vez no interior baiano, experimente os pratos regionais, como o godó de banana (ensopado de banana-verde), o cortado de palma (picadinho de cacto) e o arroz de garimpeiro. Para beliscar, aposte no pastel de palmito de jaca da Dona Dalva, encontrado no Vale do Capão.
moqueca-de-jaca

KABANA DE PEDRA

O carro chefe da casa é o Arroz de Garimpeiro, delícia feita com arroz vermelho, linguiça calabresa, carne de sol, frango, bacon, pimentões e castanha de caju. Para acompanhar, purê de abóbora e banana-da-terra frita. Também faz sucesso a Carne de Sol com Baião de Dois, servida com pirão de queijo coalho. 

 

ARÔMATA D´LAGOA

O restaurante da pousada Villa Lagoa das Cores oferece receitas da cozinha internacional, mas são os quitutes regionais e locais que merecem as garfadas mais suculentas! Da cozinha dos chefs Nêga e Manoel saem delícias típicas como o godó de banana (ensopado de banana-verde servido com arroz e frango) e arroz com palmito de jaca, acompanhado por salmão em crosta de tapioca e molho de maracujá. Os temperos vêm do quintal, onde estão a horta e o herbáreo da propriedade – é o caso da folhinha de menta, um charme a mais na musse de chocolate!

Fonte:http://www.feriasbrasil.com.br/ba/chapadadiamantina/quandoir.cfmhttp://www.chapadadiamantinabahia.com/blog/a-culinaria-na-chapada-diamantina.html

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